terça-feira, 5 de novembro de 2013

Se auto suficiência fosse tudo nessa vida. Uma flor não se reproduziria.

Você até acredita que é auto suficiente. Coloca uma bela roupa, pinta um sorriso fraco, muda de estilo umas 3 vezes, as vezes, volta pro antigo. Fuça o guarda roupa, acha uma camiseta... você a acha bonita, mas não usa (lembranças desagradáveis). Você muda tudo. Pinta o quarto, e com o tempo troca tudo de lugar. Mas, a bagunça continua ali, no quarto e na cabeça. Você não dorme por escolha própria, e nem sabe porque. Apenas não quer dormir, gosta da noite. O dia é vago, dormir é sempre bom durante o dia. Mudar, é bom a noite. Por que? Gosta do escuro, e da solidão? Ninguém te incomoda no seu canto. Só seus pensamentos, que são aterrorizantes. E você tem medo deles. Um medo que o sono curaria. Mas, você não dorme.
Voltando a questão da roupa... Você muda. Gosta de uma roupa, e usa uma semana, depois enjoa. Arruma outra, e assim é o mesmo ciclo. As vezes maquiagem, as vezes não. Dos dois jeitos a olheira parece fazer parque do seu rosto, uma pintura contando suas noites sem sentido.
O que você ta fazendo da sua vida?
Você continua querendo mudar. Já disse, muda o quarto, o deixa mais colorido, tentando mudar dentro de si. Você muda tudo. Mas, o penteado é o mesmo, então, na verdade não muda nada.
Quase não sai de casa e, quando sai, sai querendo nada, mas querendo tudo. Busca sorrisos, quer vê-los de longe. Acha alguns mais bonitos que outros. Por vezes, se apaixona por alguns. Mas, passa em segundos, a razão não te deixa insistir.

- Pra que? Eu sou auto suficiente, lembra? Não preciso esquentar os pés em outros pés, muito menos de beijos em minha boca seca - Isso é triste. Mas, você não enxerga.

No mesmo dia, cai a ficha, cai apenas por alguns minutos.

 - Chega, não aguento mais. - Diz pra si mesma, e de que adianta? Sua bunda ainda ta na cama, com medo da própria mente, da própria fala, com medo do ridículo, ridicularizando sua vida.

- Quando foi que isso aconteceu? - Se pergunta, ao ver suas olheiras mais profundas que os próprios sentimentos.

Lembra. Só isso que sempre faz. Lembra e imagina. Fazer algo real, e bom pra si, parece que é difícil demais, imaginar é mais comodo. É felicidade falsa, que passa em instantes, passa quando abre os olhos.

- Mas, e a real? Não passa também?

Lembra.

- De todos que eu já vi indo embora de mim, você mais marcou. Marcou pelos seus passou pequenos. Por ir me puxando durante um longo caminho por uma cordinha frágil, que eu fui tola demais pra cortar quando tive a chance. Marcou pelo olhar grande, e marcante, tão marcante que marcou, já disse. Marcou porque eles disseram adeus muitos antes de eu escutar. Me disseram como eu fui burra, e não vi que a cordinha não existia. Não vi que você não existia, era imaginação minha, você era outra pessoa. Merda, uma merda, a história mais triste que já vivi. - Lembra que esqueceu. Aquele rosto, não era o mesmo que você conheceu. Mais um fruto de sua imaginação. Diz pra si mesma:

- Troca de palavras. Muda de rumo. Sai daí. Isso só te aprisiona. Você tem que se libertar, não entrar em condicional. -

Olha para o lado, e vê olhos lindos. Lindos. Já havia visto antes, não os achava tão bonitos. Quando viu de novo, achou. Imaginação ativou o modo sair do mundo, e criou mais uma história que não existe, não vai existir. Você não vai tentar torna-lá real, sua imaginação basta pra você. Ilusão.
Hoje é mais um dia, e a realidade ainda não bateu completamente. Quando você vai acordar de verdade? Ou, quando você vai dormir? As vezes é apenas disso que precisa.

                                                               -

Aqueles olhos bonitos sentaram ao seu lado. Sua mente girou.

- O que vou falar? - E percebe que não quer falar nada. não há palavras.

- Onde as enfiei? - Pensa. Talvez tenha sido no escuro do quarto onde você guarda a solidão. Talvez as palavras tenhas desistido de você, ou, você delas.

Não há nada. A falta de dicção que surgiu, demonstra sentimentos talvez inexistentes, talvez existentes, e você não sabe dizer. Queria enxerga-los. Não em você, nos olhos bonitos. Não os viu. Foi triste, desistiu. Sempre desisti. Nunca começa. Uma vez começou, traumatizou, terminou, nunca terminou.
E mais uma vez, voltou pra casa pensando:

- Eu não vejo nada. Não sei de nada por tanto saber, por não saber lidar. Quero voltar a ser. Quero acordar. Quero dormir. Quero ser. Quero te ter. Não sei o que quero. Não quero nada. -

Pensamentos confusos e musica alta. Imaginação ativou o modo criar momentos que nunca existiram. Mas, poderiam existir, que você, mais uma vez, não fez nada.
Chega em casa. Ta meio tarde pra um dia de semana, umas 22h30. Se tranca no quarto. Auto suficiência. Os olhos tremem.

- Preciso dormir, mas antes vou assistir The Walking Dead. -

São 5h da manhã, ainda não dormiu.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Pseudo canção


Se eu entro na valsa é porque eu quero dançar.
Mas quero dançar com você.
Vem comigo ensaiar essa musica, que o tempo irá dizer
se a tarde fica sem graça realmente sem você.
E se a valsa é uma lagrima esperando o dia amanhecer.

Vem sonhar comigo ao luar,
porque esperar o dia clarear pode ser tempo demais.
E o tempo meu amor, esse não volta jamais.

Hoje meu coração da um pulo ao te encontrar.
Mas amanhã, meu bem, ele vai te achar?
E se eu disser que gosto do seu jeito, enfim
Você fugiria?
Porque eu fugiria ao te ver sorrir.

Na sala vazia, a televisão ligada.
Pensando na solidão,
e no tempo de só dizer não.
Será que não sei mais sentir?
Ou apenas esqueci como é querer alguém assim?

Antes que eu esqueça até minha cabeça,
escrevi teu nome num papel e joguei pela janela.
Vou caçar preenchimento na dispença,
pra que eu esqueça que minha aventura foi esquecer de sonhar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Consciência Frágil

Eu fico tentando fazer eu mesmo acreditar
que consigo bem sozinho,
mas a solidão que eu sinto é falta de você.

Eu quis fazer o meu mundo acreditar
no que só os seus olhos conseguiam ver
"apenas me segure firme, que o resto eu faço por você"
E deixe seu drama pra depois,
eu to indo embora agora.

Mas como chegamos a isso?
promessas jogadas, perguntas sem sentido.
você tinha um pedaço do meu coração
(mas não foi o suficiente pra você ficar)
__

Sempre que viro as costas
eu fico tentando imaginar o que vai dizer
pra tirar a culpa de você.

"Você tinha um pedaço do meu coração."

Você não tem alguém pra culpar além de mim?
nem sua consciência frágil enxerga os seus próprios erros
mas eu não vou voltar a isso..
não vou voltar a sentir isso, NÃO!

"Eu juro, eu juro que eu tentei deixar tudo pra trás.
Mas o caminho que eu segui, só me mostrou a direção que eu não devia ter seguido.
Que eu e você nunca deveria ter existido.
Mas não consigo me livrar de tudo que ainda me faz lembrar.
Hoje, memórias são como fantasmas.
E o vento sussurra em meus ouvidos rumores sem sentido.
Não vale mais a pena.
Um dia valeu?
E você, conseguiu se livrar.. do que um dia jurou nunca apagar?"

Mas como chegamos a isso?
promessas jogadas, perguntas sem sentido.
você tinha um pedaço do meu coração
(mas não foi o suficiente pra você ficar.
pra me fazer mudar.
pra nós fazer sonhar.)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Nessas minhas "fuçadas" aleatórias no meu computador, achei um texto. Um texto que escrevi lá por dezembro do ano passado, que nunca mostrei a ninguém.
Era um texto deveras bonito. Não lembro de muitas palavras dele, apaguei logo depois que li, pelo mesmo motivo de sempre apagar coisas relacionadas a esse passado: eu não quero lembrar.
Mas eu lembro de umas coisas, as ultimas palavras desse bendito texto, se não me engano era mais ou menos assim: "Mas para, se decide logo, porque ano que vem, você pode não estar mais dentro de mim."
E olha só, você não está mais.
Confesso, ficou aqui, em todos os cantos, todos os lados, todos os cheiros, todos os rostos, todos os beijos, por muito tempo, durante esse ano. Mas não está mais.
Me lembrava sempre do sorriso, dos mimos, da dor. As vezes doía, as vezes não. Aliás, ainda lembro, não tenho amnesia. Mas lembro de poucas coisas. Lembro de como você era uma completa idiota. Mas uma idiota muito bonitinha, que eu sempre tentava agradar. Lembro que eu quis que desse certo, lembro que você quis. E também lembro quando você não quis mais, e quando eu desejei poder fazer qualquer coisa pra você ficar.
Viu, eu lembro. Lembro da história, mas poucas vezes lembro de você.
Eu só lembro de você quando vejo que acabaram minhas lagrimas, minha inocência  e os mimimis de gente que sonhava em se apaixonar. Lembro quando lembro de como eu era. Lembro quando eu lembro que um dia eu soube amar.
E respondendo ao meu próprio texto, apenas penso: Olha só, um ano depois, e eu aqui escrevendo sobre a mesma coisa, mas de um jeito diferente. Um ano se passou, e você não está mais aqui, não aqui perto, porque isso você nunca esteve de fato, mas aqui dentro de mim. E nessa retrospectiva de sentimentos e não sentimentos, lembrei de mais uma coisa. Lembrei que você sabe que eu sei, que você se arrependeu, e sentiu a minha falta.

quinta-feira, 10 de maio de 2012


Eu não me arrependi da escolha que fiz. Se fosse preciso escolheria isso novamente.
Mas de todos esses dias, o sorriso dela nunca me saiu da cabeça.
É o abraço dela que procuro em meio aos travesseiros.
É o gosto dela que não se substitui nem com o mais doce gosto de lagrimas.
É o rosto dela que eu sempre vejo.
É a lembrança do olhar dela que ilumina a imensa escuridão da minha memória.
Ela nem sabe, nunca vai saber.
Se for preciso minto, digo que foi um jogo, digo que não existe, digo que não me importo mais. Arrebento a porta e saio correndo.
Mas só se for preciso, porque no fundo dos meus olhos qualquer um enxerga que eu só a deixei ir porque eu a amo, e não posso faze-la feliz.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Depois que você foi embora eu não ousei falar sobre isso com ninguém.
Não ousei falar sobre isso nem com você mesma.
Depois que você foi embora eu guardei isso só pra mim.
Ninguém precisa saber, nem você.
Depois que você foi embora, você ainda continuou aqui, mesmo sem saber.
Meus sonhos são meus, meus pensamentos são meus, meu coração... ah deixa pra lá.
É facil porque os dias passam rapido demais.
É dificil porque a saudade fica.
Só olho pela janela, sinto o frio e a neblina.
E o que eu sinto? Só dentro de mim isso fica.
Depois que você foi embora, a noite esfriou.
Meu travesseiro ganhou todos os abraços.
Meus olhos tem todos os seus traços.
Depois que você foi embora, essa frase ecoa por todos os lados.
Depois que você foi embora...