quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Nessas minhas "fuçadas" aleatórias no meu computador, achei um texto. Um texto que escrevi lá por dezembro do ano passado, que nunca mostrei a ninguém.
Era um texto deveras bonito. Não lembro de muitas palavras dele, apaguei logo depois que li, pelo mesmo motivo de sempre apagar coisas relacionadas a esse passado: eu não quero lembrar.
Mas eu lembro de umas coisas, as ultimas palavras desse bendito texto, se não me engano era mais ou menos assim: "Mas para, se decide logo, porque ano que vem, você pode não estar mais dentro de mim."
E olha só, você não está mais.
Confesso, ficou aqui, em todos os cantos, todos os lados, todos os cheiros, todos os rostos, todos os beijos, por muito tempo, durante esse ano. Mas não está mais.
Me lembrava sempre do sorriso, dos mimos, da dor. As vezes doía, as vezes não. Aliás, ainda lembro, não tenho amnesia. Mas lembro de poucas coisas. Lembro de como você era uma completa idiota. Mas uma idiota muito bonitinha, que eu sempre tentava agradar. Lembro que eu quis que desse certo, lembro que você quis. E também lembro quando você não quis mais, e quando eu desejei poder fazer qualquer coisa pra você ficar.
Viu, eu lembro. Lembro da história, mas poucas vezes lembro de você.
Eu só lembro de você quando vejo que acabaram minhas lagrimas, minha inocência e os mimimis de gente que sonhava em se apaixonar. Lembro quando lembro de como eu era. Lembro quando eu lembro que um dia eu soube amar.
E respondendo ao meu próprio texto, apenas penso: Olha só, um ano depois, e eu aqui escrevendo sobre a mesma coisa, mas de um jeito diferente. Um ano se passou, e você não está mais aqui, não aqui perto, porque isso você nunca esteve de fato, mas aqui dentro de mim. E nessa retrospectiva de sentimentos e não sentimentos, lembrei de mais uma coisa. Lembrei que você sabe que eu sei, que você se arrependeu, e sentiu a minha falta.
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