domingo, 11 de julho de 2010

Tenho desistido da idéia de você. Desisti.

Nesses últimos meses eu cresci tão friamente com a idéia de fazer tudo pra conquistar seu amor, que acabei caindo em meus próprios sonhos. Sonhos que eu achei que um dia fossem virar realidade, mas que na verdade viraram pesadelos, e hoje eu tenho medo de acordar e enfrentar a verdade.
Muitas vezes me pego pensando em cada palavra dita, até me divirto com elas, me divirto com a dor. Muitas vezes me pego gritando seu nome, abafando cada grito pelo travesseiro, mas no fundo querendo mesmo que eles encontrem seus ouvidos, e faça um barulho ensurdecedor, que faça você perceber que eu sou quem você realmente pensou. Muitas vezes me pego cantando a musica que eu fiz pra você, ouvindo sua voz dizer o que eu havia mentido entender. Muitas vezes me pego pensando simplesmente em você, isso chega a ser masoquismo, eu sei, talvez eu queira mesmo sofrer, sei lá, ou acho que eu apenas tenho a esperança de um dia ter você.
Ontem ao acordar me deparei com lagrimas escorrendo pelo meu rosto, teu semblante refletindo na minha mente, a sua voz gritando aos meus ouvidos. Mas por mais que aquilo tudo doía, me quebrava, me matava, eu não queria levantar, porque era o mais perto de você que apartir de hoje eu vou conseguir chegar.
Ao adormecer, fechei meus olhos e novamente vi você, senti teu perfume, ouvi tua voz dizer: amor, eu amo você. Morri e no mesmo segundo ressuscitei. Meu Deus, o que eu estou fazendo com a minha vida? O que eu estou fazendo com o meu coração? Eu sei, o amor pode ter o poder de despedaçar você, mas ele ja não fez isso o suficiente? Como isso pode acontecer? Como eu cheguei a esse ponto? Eu não mereço isso. Eu estou me matando por você. Isso chega a ser psicótico. Mas por que eu não consigo parar?
Fechei meus olhos agora, novamente vi você, apertei minhas pálpebras, com uma força absurda, tentando fazer sua imagem desaparecer. Ela não desapareceu. Mas vou continuar nesse processo, abrindo e fechando meus olhos até esquecer completamente a sua fisionomia, até não restar mais nada seu em mim. Eu decidi: vou esquecer você, ou nunca mais viver!

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